
Sabe aquele dia em que você está pouco se lixando pra o que está a sua volta? Hoje estou assim. Sexta-feira 13, estou morrendo de sono. Uma vontade maior que eu tenta me dominar, mas como sou mais forte, EU tento dominá-la. Confesso que não é fácil, mas é possível se você tenta. Mas não é uma tentativa indeterminada, preguiçosa. É uma vontade forte, intensa e incontrolável de sair daqui! Estou fugindo do meu próprio eu e me colocando num papel ativo de sujeito inventivo, criativo e sem limites, ou melhor, sem medo de dizer verdades. Não suporto tanta coisa, mas aguento calada. Minha vontade mesmo é de gritar pra todo mundo ouvir: eu quero ser eu, deixa?
Deixa eu falar meus palavrões, minha aflições, minhas raivas. Isso eu tenho de sobra. A vida até sorriu pra mim, mas me incomoda o que os outros fazem dela. Manha, preguiça, violência e violação do direito alheio me irrita tanto, mas não posso fazer nada. Não porque não quero, mas por não poder mudar o mundo. Mudança existem a minha volta, mas não no todo.
E qual seria a graça?
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